Tudo na vida são escolhas!
Já escolheste o que vais fazer hoje?
As tuas escolhas levam-te na direção dos teus objetivos?
Estávamos no ano de 1993, em San Diego, Califórnia.
Beverly, a mulher de Eugene Pauly, estava a preparar o jantar, como era habitual, quando disse ao marido que Michael, o filho do casal, vinha visitá-los.
“Quem é o Michael?” perguntou Eugene.
De início ela pensou que o marido estava a brincar, mas rapidamente percebeu que Eugene tinha uma expressão diferente, vazia, ausente.
No dia seguinte ele foi hospitalizado com cólicas, vómitos e febre alta.
Depois de vários exames foi-lhe diagnosticada uma encefalite viral, doença que pode provocar graves lesões no cérebro. Eugene entrou em coma.
Esteve em coma durante 10 dias até que o tratamento começasse a fazer efeito.
Os exames posteriores revelaram que tinha sido destruído, quase na totalidade, o lobo temporal médio, que tem como uma das principais funções a gestão da memória.
Beverly foi alertada que o seu marido nunca mais voltaria a ser o mesmo.
Passado algumas semanas ele já conseguia andar e conversar, mas não se conseguia lembrar-se do dia da semana em que estava, tinha dificuldades em recordar algumas conversas e não se recordava do nome dos amigos.
Já em casa, ele levantava-se de manhã, preparava o pequeno almoço e voltava para a cama sem o comer, e antes de se deitar ligava o rádio. Passados 40 minutos voltava a repetir o processo, levantava-se, preparava o pequeno almoço, não o comia, e voltava para o quarto, ligava o rádio e deitava-se.

Eugene tinha recordações do que tinha acontecido na sua vida até 1960, mas os últimos 30 anos seguintes tinham desaparecido. Se visse uma fotografia dos seus netos, ele não os reconhecia, não fazia a mínima ideia de quem eram.
Por recomendação médica, Beverly dava um passeio diário pelo bairro com Eugene. Ela mantinha-se sempre muito atenta, tinha medo de que se ele se perdesse e nunca mais achasse o caminho para casa.
Um dia, pela manhã, o marido saiu de casa sem que ela desse por isso. Quando se apercebeu que o marido não estava em casa Beverly saiu em pânico à procura dele. Mas sem sucesso, não o encontrou.
Passado algum tempo voltou para casa ofegante para ligar à polícia.
Quando entrou, encontrou Eugene sentado na sala a ver televisão.
Ele tinha voltado sozinho.
Já tinha feito várias vezes o caminho e agora já o conseguia fazer por si, pelo efeito da repetição.
Passados alguns dias Eugene passou a fazer a caminhada matinal sozinho.
Este caso levou os médicos a fazerem algumas experiências, nomeadamente pediram-lhe que ele fizesse um mapa do bairro onde morada, mas ele não conseguiu.
Num dado momento destes testes pediram-lhe também para fazer uma planta da casa, e ele também não foi capaz, ele nem conseguia dizer qual das portas dava para a cozinha.
Perguntaram-lhe como é que ele fazia quando tinha fome, ele mostrou, levantava-se e, naturalmente, ia à cozinha. Mais uma vez baseado na repetição, na repetição recente.

Já te aconteceu teres que ir para um dado lugar de carro, que não á habitual, mas de forma automática tomas um caminho que costumas fazer de forma regular?
Esta é a força dos hábitos, no qual Eugene foi um excelente caso de estudo.
Os hábitos surgem porque o nosso cérebro procura maneiras de fazer menos esforço, por esse motivo guarda, regista, certas rotinas repetitivas que identifica como repetitivas.
Os hábitos são como as raízes das árvores, quanto mais velhos são, maiores se tornam, mais profundos se encontram, tornando-se também mais difíceis de eliminar.
E muitos são os hábitos já fazemos de forma tão inconsciente que já nem damos por eles, e alguns são bastante complexos.
E isso é bom ou é mau? Depende do hábito.
Com a repetição, qualquer comportamento, bom ou mau, é automatizado pelo cérbero, pela sua lei do menor esforço.
Se essa repetição tiver uma gratificação instantânea então é ouro sobre azul.
É curioso que, geralmente, são os maus hábitos que nos proporcionam essa gratificação imediata.
Ter que ir ao ginásio para emagrecer leva tempo a sortir efeito, fazermos contactos diariamente, na nossa prospeção, também leva algum tempo a trazer resultados, neste caso a engordar os nossos resultados.
“São as pequenas ações feitas diariamente, boas ou más, que nos trazem resultados”, como diz Darry Hardy no seu livro O Efeito Composto, finalmente também em português.
As escolhas associadas aos nossos hábitos não têm que ser épicas, gigantescas ou radicais. Pequenas melhorias diárias, trazem-nos excelentes resultados. Isso mesmo, pequenas melhorias diárias, que acumuladas, e com a persistência necessária vão trazer-te grandes benefícios.
É só isso que tens que fazer contigo e com o teu negócio imobiliário, pequenas melhorias diárias, consistentes, e daqui a 3 meses, 6 meses, um ano, vais estar irreconhecível, vais olhar para trás e dizer “Uauuuuu, o que eu cresci”!
Porque hábitos saudáveis geram resultados extraordinários.

Proponho-te agora uma reflexão, e que escrevas as respostas a estas questões. Se levares este exercício a sério tenho a certeza pode fazer toda a diferença na tua vida, porque já o vi acontecer várias vezes nas sessões com os consultores que nos procuram na nossa Academia de Alta Performance Imobiliária.
Só tens que ser sincero contigo e encarares a tua verdade, sem máscaras, nem desculpas. Desta forma vais tirar o máximo partido deste processo, encarando a verdade da tua vida.
Estamos a falar de termos Alta Performance como consultores imobiliários e eu sei que isto não é para todos.
Preparado para o desafio? Vamos lá então.

Na vida, para termos resultados, precisamos de ter processos para seguir, e que sejam processos que no final nos tragam resultados.
Definição do processo de Identificação e Substituição de Hábitos.
A fórmula para hábitos de sucesso em Alta Performance.
- Identificar os hábitos que te prejudicam;
- Definir os novos hábitos de sucesso que vão substituir os anteriores;
- Agir. Plano de ação a por em prática. Já.
Vamos por em prática.
A. Identifica os teus três melhores hábitos, aqueles que trazem valor à tua vida e ao teu negócio;
3 Hábitos que me ajudam a crescer!
1.
2.
3.
B. Identifica três hábitos que não te ajudam, que te estão a prejudicar. Tens que ser frontal contigo mesmo, sem enganos nem esculpas. Vamos tratar deles a seguir.
3 Hábitos que me estão a prejudicar!
1.
2.
3.
C. O que acontece se não substituíres esses maus hábitos, como vais estar daqui a um ano? E a tua família como vai estar? Os teus filhos…? Tu, como te vais sentir? Escreve.
Vamos substituir os maus hábitos e criar hábitos de Sucesso para Consultores de Alta Performance Imobiliária.
Processo:
A. Identifica os teus três piores hábitos, aqueles que sabes que te impedem de crescer e de ter uma vida diferente, ou um negócio melhor, podem ser pessoais e/ou profissionais. Já identificados acima;
B. Em seguida vamos definir os hábitos de excelência que vão substituir os hábitos anteriores;
C. Plano de ação em 3 passos para cada novo hábito e a iniciar. Já.
Exemplo 1 de um mau hábito a substituir:
A. Que hábito que impede o meu progresso?
1. Descreve o hábito, sem medos:
Sei que tenho de fazer prospeção diariamente, mas tenho preguiça e não gosto de o fazer.
2. Consequências se não parar:
Se eu não parar este hábito onde vou estar daqui a 3 anos?
Sei que não vou ter os resultados que planeei e com isso não consigo dar melhores condições aos meus filhos e à minha família.
B. Novo hábito para Alta Performance
1. Descreve o novo hábito que vai substituir o anterior:
Vou planear e fazer prospeção de novos proprietários 5x por semana. É inegociável.
2. Benefícios de iniciar este hábito:
É importante para mim ter resultados, desta forma sou reconhecido pela minha agência e posso melhorar o estilo de vida da minha família. Podemos fazer aquelas férias que estamos a planear há algum tempo e que os miúdos vão adorar.
C. Plano de ação a iniciar já!
1. Amanhã vou perguntar ao melhor vendedor da minha loja como é que ele planeia e executa as suas tarefas para conseguir os resultados que tem;
2. Vou planear as minhas ações de prospeção de forma rigorosa aplicando aquilo que aprendi com o meu colega;
3. Vou pedir ajuda, nesta fase inicial, ao meu chefe de equipa para me aconselhar da melhor forma de implementar o meu plano de ação.
Exemplo 2 de um mau hábito a substituir:
A. Que hábito que impede o meu progresso?
1. Descreve o hábito, sem medo:
Tenho este vicio…
2. Consequências se não parar:
Se eu não parar este hábito onde vou estar daqui a 3 anos?
Mais tarde ou mais cedo vou ter problemas de saúde e isso vai-me deixar doente, vou prejudicar a minha família, porque deixo de poder dar o meu melhor para termos uma melhor qualidade de vida.
B. Novo hábito para Alta Performance
1. Descreve o novo hábito que vai substituir o anterior:
Assumo comigo mesmo ter uma vida mais saudável.
2. Benefícios de iniciar este hábito:
Vou estar mais focado, vou ter mais saúde e energia. Vou ser a minha melhor versão.
Os meus resultados vão aumentar exponencialmente.
C. Plano de ação a iniciar já!
1. Amanhã procurar quem me possa ajudar a deixar este meu vício;
2. Estou 100% comprometido(a) a ter uma vida mais saudável e a impedir que este vício me controle;
3. Vou falar com a minha família para ter o seu apoio, não vou ter mais desculpas.
Agora, está nas tuas mãos. É uma decisão tua, vamos eliminar os três hábitos anteriores e vamos substitui-los por três novos hábitos que te vão ajudar a crescer?
Como vai ser a tua vida se deixares esses três maus hábitos e os substituíres pelos três novos hábitos? Como vais estar daqui a dois anos? Pensa nisso.
Agora o teu porquê? Porque é que queres mudar? É forte o suficiente para teres força para mudares e avançares?
Que impacto tem na tua vida e nos que estão à tua volta se mudares esses hábitos e porque é que isso é importante para a tua vida? Escreve.
Vai ao teu ritmo, mais importante do que ir depressa é não parar.
Há dias que vais voltar aos velhos hábitos, sabes porquê?
Porque és humano.
Não tem problema, quando tens essa consciência que estás a voltar aos padrões antigos, volta novamente aos novos hábitos, recomeça, sem problemas e sempre com mais força.
Os hábitos nunca desaparecem, os bons e os maus, ficam para sempre codificados nas nossas estruturas cerebrais. Isso tem prós e contras, como em tudo na vida.
Prós, por exemplo, isso permite voltarmos a conduzir depois de estarmos algum tempo sem o fazer.
O contra é que o nosso cérebro não sabe a diferença entre os bons e os maus hábitos, por isso ele está sempre à espera dos gatilhos que geram as respetivas “recompensas”, e pode ativar os maus.
Mas podemos fortalecer o nosso cérebro criando rotinas mais fortes e com comportamentos mais conscientes que nos ajudam a ter mais e melhores resultados.
Quando trabalho com consultores em Alta Performance termos a consciência, e o controlo, dos nossos hábitos é um processo fundamental para a obtenção de resultados.
Aconselho-te um vídeo no meu canal do Youtube sobre a importância de sermos flexíveis para atingirmos mais resultados “Flexibilidadade e Resultados”.
Bons negócios e Bons Hábitos de Sucesso!



